Mercados autônomos ganham força em Goiânia
- Minimercado PRA VOCÊ

- 3 de nov. de 2024
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Opção de compras sem atendentes ganha espaço em condomínio na Região Metropolitana de Goiânia, com reforço à honestidade; conveniência se expandiu na pandemia.

Mercados autônomos, aqueles em que o cliente faz a compra sozinho, têm se espalhado por condomínios na região metropolitana de Goiânia, especialmente pelos horizontais. O movimento ganhou força à partir da pandemia de Covid-19 e os consumidores goianienses têm atraído diferentes empresas desse ramo também conhecido como Honest Market.
A tendência é mundial e reflete a busca por facilidades no dia a dia. O mercado sem atendentes se apoia na tecnologia e possui diversos tamanhos, inclusive são montados em contêineres. Na região Leste, no Portal do Sol 2, esse modelo tem sido aproveitado pelos moradores desde 2020. "Não gera custos para o condomínio, não traz pessoas para ficar circulando por aqui, é inovador", diz o presidente executivo da Associação dos Amigos do Residencial Portal do Sol 2 (Apsol2), Helion Mariano da Silva.
Ele explica que a praticidade de fazer compras emergenciais para limpeza de casa ou mesmo para adquirir bebida ou ingrediente que faltou para o churrasco é valorizada no condomínio. Pois o supermercado mais próximo está distante três quilômetros. "Quando precisa de algo com urgência, tem aqui, não precisa se delocar. Se precisar vai meia-noite, uma hora da manhã, a qualquer horário", pontua sobre o minimercado autônomo que foi instalado por lá como piloto de startup goiana.
A rotatividade dos produtos é considerada alta por ele, pois há reposição toda semana para o local onde morarm cerca de 3 mil pessoas, e o mix tem conseguido agradar os moradores. "A segurança e a conveniência são pontos positivos e há monitoramento". No entanto, esse modelo traz também desafios. Na região Oeste da cidade, com outra empresa, em um condomínio vertical, reclamações foram registradas recentemente sobre alimentos que não tinham reposição frequente ou controle de armazenamento. Ponto que se torna importante a ser observado pelos condôminos.
O conhecimento sobre o funcionamento é apontado por especialistas como importante, bem como sobre o perfil de consumo de cada local. Fundadora da startup goiana Super Box, Cristiane Nogueira trouxe dos Estados Unidos a ideia de abrir um mercado autônomo. A empresa em dois anos conseguiu se espalhar na região que concentra condomínios horizontais na capital.
"Na pandemia, em 2020, enxerguei a oportunidade de atender esses locais que são afastados de centros comerciais. Quando tudo fechou, veio a oportunidade, porque as pessoas não queriam sair de casa".
Para funcionar, no entanto, pontua que a operação sem atendentes presenciais precisa de estrutura considerável de apoio, padrão, limpeza e reposição constante.
"Sempre alteramos o mix de produtos para cada condomínio e buscamos indústrias e fornecedores locais", revela sobre os pontos que possuem como foco as classes A e B e conseguem oferecer quase 500 itens. O cuidado tem dado certo e há planos de expansão, por meio de franquia.
"Tudo é via sistema inteligente, que aponta o que tem na loja e o consumo. Temos centro de distribuição com pessoas envolvidas, estoquista, repositor, gerente, uma operação 24 horas para dar suporte e gerar a comodidades".
Do outro lado, é esperado do consumidor com sua autonomia a honestidade. Poucos são os casos de furtos, geralmente relacionados a crianças e adolescentes, mas contornados com apoio dos condomínios.
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Katherine Alexandria
24 de abril de 2022 às 22:26




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